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11 de nov. de 2025

Do combate a crises à antecipação: transformando a logística com IA e Analytics

As previsões e o planejamento foram aprimorados, permitindo que os gestores antecipassem picos de demanda em vez de apenas reagirem a eles.

Do apaga-incêndio à antecipação: transformando a logística com IA e analytics

Em resumo

Desafio

Uma empresa de logística enfrentava desafios relacionados à eficiência operacional e à necessidade constante de resolver problemas de última hora. As operações eram conduzidas com base na experiência e na intuição, em vez de análises orientadas por dados, com pouca visibilidade sobre os processos e sem uma base analítica unificada para apoiar a tomada de decisões.

Solução

A LTPlabs apoiou a empresa na construção de uma jornada analítica em dois níveis, estabelecendo uma base sólida de Analytics descritivo e implementando soluções estratégicas de IA que geraram melhorias operacionais concretas.

Resultados

Maior eficiência, previsibilidade e visibilidade em toda a operação, apoiadas por uma equipe que passou a adotar a IA como uma aliada confiável para uma gestão mais inteligente e orientada por dados.

O cliente gerenciava uma operação logística complexa, na qual a variação da demanda, as limitações de espaço e a coordenação manual geravam desafios diários. Grande parte do esforço das equipes era dedicada a resolver problemas à medida que surgiam, reagindo a gargalos operacionais, realocando recursos de última hora e lidando continuamente com ineficiências recorrentes.

Embora a operação fosse resiliente, faltavam visibilidade e capacidade de antecipação. Os indicadores de desempenho eram monitorados de forma inconsistente, dificultando a identificação de onde tempo e recursos estavam sendo desperdiçados.

Sem uma camada de dados unificada ou uma visão compartilhada do desempenho, os gestores tinham dificuldade para diferenciar problemas estruturais de variações do dia a dia. Além disso, a empresa atravessava um período de expansão geográfica, o que aumentava a necessidade de ferramentas capazes de padronizar processos em toda a organização. Como consequência, a operação permanecia presa a um ciclo contínuo de gestão reativa, consumindo tempo, energia e foco.

A liderança reconheceu que o caminho para uma operação mais estável e escalável exigia uma abordagem orientada por dados, capaz de explicar o que estava acontecendo e, principalmente, antecipar o que aconteceria em seguida.

A LTPlabs trabalhou em parceria com o cliente para desenvolver um roadmap estruturado em dois pilares complementares: Analytics descritivo, para criar estrutura e controle, e Inteligência Artificial, para impulsionar a transformação da operação, sempre colocando as pessoas e a adoção da tecnologia no centro da estratégia.

Nossa abordagem foi construída sobre três pilares principais:

Capacitação: Analytics descritivo para alinhamento e controle — O primeiro pilar concentrou-se em criar transparência e uma cultura de monitoramento contínuo dos processos. A LTPlabs trabalhou em conjunto com as equipes para definir os principais KPIs, padronizar conceitos e indicadores e desenvolver dashboards interativos que aumentaram a visibilidade da operação, desde o chão de armazém até as reuniões gerenciais. Essa base passou a funcionar como uma única fonte confiável de informação, reduzindo significativamente o tempo gasto na consolidação e validação de dados.

Transformação: IA para antecipação e melhoria operacional — Paralelamente, foram desenvolvidos modelos de IA para solucionar os principais desafios da operação, incluindo a otimização do layout dos armazéns e das rotas de picking, a previsão da carga de trabalho diária e da necessidade de recursos, além da análise da relação entre custos operacionais e rentabilidade. Essas soluções transformaram uma gestão predominantemente reativa em um processo de planejamento proativo, gerando ganhos concretos de desempenho operacional.

Engajamento: pessoas no centro da transformação — A adoção da tecnologia foi construída de forma colaborativa. As equipes participaram de workshops e dinâmicas gamificadas para compreender como a IA funcionava e de que forma poderia apoiá-las em suas atividades. Essa abordagem participativa transformou curiosidade em confiança, garantindo que a tecnologia complementasse — e não substituísse — a experiência das pessoas.

A camada de Analytics descritivo proporcionou à organização uma linguagem analítica comum. Os dashboards passaram a oferecer visibilidade quase em tempo real sobre o desempenho operacional, permitindo aos gestores identificar tendências, detectar ineficiências rapidamente e tomar decisões embasadas sem depender da elaboração manual de relatórios.

Ao mesmo tempo, a IA trouxe transformações concretas:

  • Modelos de otimização reorganizaram o layout de armazenagem e os processos de picking, reduzindo deslocamentos e aumentando a produtividade.
  • Modelos de previsão de recursos passaram a antecipar a carga de trabalho futura, permitindo que as equipes planejassem suas operações em vez de apenas reagirem aos eventos.
  • Análises de rentabilidade conectaram o esforço operacional aos resultados financeiros, evidenciando quais operações geravam maior valor para o negócio.

Ao combinar estrutura analítica com inteligência artificial, o cliente conquistou maior controle sobre suas operações e capacidade de antecipação, transformando uma gestão reativa em uma operação orientada por previsões e decisões baseadas em dados.

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Conceitualização do algoritmo de balanceamento de força de trabalho implementado.

A iniciativa gerou resultados mensuráveis e duradouros. A eficiência operacional aumentou significativamente, com um ganho de mais de 25% em produtividade e uma redução expressiva dos deslocamentos desnecessários dentro dos armazéns.

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Validação da simulação por meio da comparação dos tempos reais de picking (AS IS) com o cenário simulado (Baseline), e melhoria mediante a aplicação de uma Política de Armazenagem baseada no Índice Cubo por Pedido (COI - Cube-per-Order Index).

A previsão e o planejamento foram aprimorados, dando aos gestores a capacidade de antecipar picos de demanda em vez de apenas reagir a eles. Além disso, ao comparar as necessidades previstas com a capacidade da força de trabalho, os gestores passaram a ter maior visibilidade sobre áreas sistematicamente sobrecarregadas e aquelas com maior ociosidade.

A visibilidade financeira ajudou a direcionar a atenção para as atividades e clientes mais rentáveis. Essa maior transparência permitiu à empresa monitorar o custo unitário por elemento de valor agregado (por exemplo, movimentos de armazenagem e picking, espaço de armazém, manutenção de temperatura e transporte), fornecendo aos gestores mais informações para negociar contratos atuais e futuros.

Além dos números, a mudança mais significativa foi cultural. A IA passou a fazer parte da forma como as pessoas trabalham, orientando prioridades, apoiando discussões e fortalecendo a confiança na tomada de decisão baseada em dados. A organização tornou-se mais previsível, eficiente e preparada para o futuro, com Analytics como uma capacidade permanente, e não apenas como o resultado de um projeto.

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