Desafio
Quantificar a capacidade real do terminal e determinar de que forma as decisões operacionais poderiam absorver o crescimento da demanda, ao mesmo tempo em que melhorassem a previsibilidade das plataformas e os fluxos de passageiros.
A simulação de cenários ajudou um importante terminal rodoviário metropolitano a quantificar a capacidade operacional, comparar estratégias de alocação de plataformas e avaliar a sua capacidade de atender à demanda futura.

Quantificar a capacidade real do terminal e determinar de que forma as decisões operacionais poderiam absorver o crescimento da demanda, ao mesmo tempo em que melhorassem a previsibilidade das plataformas e os fluxos de passageiros.
A LTPlabs utilizou dados operacionais e simulação para comparar estratégias de alocação de plataformas, configurações de capacidade e cenários de demanda futura.
A simulação identificou uma estratégia de alocação de plataformas capaz de aumentar a previsibilidade em 2 pontos percentuais, ao mesmo tempo em que quantificou os impactos sobre a capacidade de diferentes configurações do terminal até 2030.
O crescimento da demanda por transporte público rodoviário estava exercendo pressão crescente sobre um terminal rodoviário de importância estratégica para uma região metropolitana.
Somente em 2025, o terminal registrou mais de 200 mil entradas de ônibus. A demanda era altamente concentrada, com os períodos de maior movimento entre as 9h e as 21h, especialmente às sextas-feiras e aos domingos, além de picos sazonais durante o verão.
No entanto, compreender a capacidade real do terminal exigia mais do que analisar os volumes de tráfego. O planejamento frequentemente divergia da operação real devido a atrasos, ausências e serviços não planejados. A pré-alocação das plataformas também reservava capacidade por períodos superiores ao tempo efetivamente ocupado pelos ônibus.
A análise revelou a dimensão dessa distorção. A ocupação planejada somada à ocupação real ultrapassava 60% durante 40% das horas anuais de operação, enquanto a alocação real, isoladamente, atingia esse nível em apenas 1% das horas. Quase um quarto dos ônibus também mudava de plataforma em relação ao planejamento original, gerando incerteza adicional para os passageiros.
A empresa precisava compreender quanta capacidade estava efetivamente disponível, de que forma políticas alternativas de alocação de plataformas afetariam a operação e a experiência dos passageiros e se o terminal seria capaz de acomodar a demanda futura.
A LTPlabs combinou análise de dados operacionais com simulação para criar uma representação quantitativa do terminal e testar decisões operacionais antes de implementá-las.
O trabalho começou pelo mapeamento dos processos que influenciam a capacidade, o planejamento e a operação diária. Em seguida, dados históricos foram utilizados para caracterizar os padrões de demanda e as diferenças entre a atividade planejada e a realizada.
Uma simulação da operação atual estabeleceu uma referência para a comparação entre cenários. Foram considerados indicadores-chave relacionados à capacidade, ao fluxo e à experiência dos passageiros, incluindo ocupação do terminal e das plataformas, congestionamento, tempos de espera na entrada, tempo de permanência nas plataformas, mudanças de plataforma e deslocamentos dos passageiros dentro do terminal.
Modelos alternativos de alocação foram então simulados. Três abordagens agruparam as plataformas em zonas por destino, com diferentes configurações, permitindo avaliar o equilíbrio entre flexibilidade operacional, previsibilidade das plataformas e movimentação dos passageiros.
A análise foi estendida até 2030, considerando uma taxa de crescimento anual da demanda de 3%. Também foram avaliadas configurações com maior e menor número de plataformas para compreender de que forma alterações na infraestrutura poderiam afetar a ocupação futura e os tempos de fila.
Isso criou um ambiente de apoio à decisão no qual políticas operacionais e configurações de infraestrutura puderam ser comparadas por meio de métricas consistentes, em vez de pressupostos sobre a capacidade do terminal.
A análise revelou uma capacidade significativa que permanecia oculta devido ao modelo de planejamento existente. A pré-alocação das plataformas podia quase duplicar a taxa de ocupação em relação à utilização efetiva em determinadas situações, mostrando que as regras de planejamento contribuíam de forma relevante para a percepção de restrições de capacidade.
Os testes de cenários identificaram um modelo de alocação que melhorou tanto a previsibilidade quanto a movimentação dos passageiros.
A alocação de zonas de destino entre as plataformas, mantendo as restantes disponíveis como alternativas, aumentou a previsibilidade das plataformas em 2 pontos percentuais e reduziu os deslocamentos dos passageiros entre plataformas em 13 pontos percentuais, em comparação com a operação atual.
A análise de longo prazo também forneceu evidências para apoiar decisões de infraestrutura. Considerando o crescimento anual de 3% da demanda, o estudo não identificou evidências de que qualquer uma das configurações analisadas impedisse o funcionamento do terminal até 2030.
As reduções de capacidade, no entanto, trazem consequências operacionais. No cenário de reestruturação, que considerou um menor número de plataformas, estimou-se que o tempo médio de fila nos horários de pico aumentaria 30% até 2030, atingindo aproximadamente quatro minutos à medida que a ocupação se aproximasse de 80%.
Dessa forma, o estudo forneceu ao cliente uma base quantitativa para equilibrar capacidade, eficiência operacional e experiência dos passageiros ao decidir como o terminal deveria evoluir.