O nosso cliente, uma empresa do setor do retalho alimentar, lida diariamente com centenas de referências SKUs (Stock Keeping Units) nos seus armazéns, camiões e lojas. Apesar dos esforços consideráveis dedicados à otimização dos níveis de inventário em todo o sistema de distribuição, um fator crucial era frequentemente desvalorizado: a definição do Case Pack.
A definição do Case Pack — a unidade de transporte desde o fornecedor até ao centro de distribuição e, posteriormente, até às lojas — é um processo muitas vezes subestimado, mas que pode ter um impacto significativo em toda a cadeia de abastecimento. Uma quantidade mal dimensionada implica esforços adicionais ao longo da cadeia e, como consequência, afeta negativamente os resultados da empresa.
Vários componentes de custo tiveram de ser modelados para se compreender adequadamente o impacto ao longo de toda a cadeia de abastecimento. A quantidade ótima resultou, então, do equilíbrio entre os diferentes custos envolvidos.
A nível de armazém, os custos de processamento e de picking foram modelados com base nas especificações das caixas manuseadas, assim como o stock de segurança necessário. A nível de loja, os custos de inventário e de quebras foram também modelados em conformidade com a quantidade do Case Pack.
Paralelamente, vários atributos dos produtos — como sazonalidade e características da embalagem — foram integrados no modelo desenvolvido.
Numa primeira fase, o foco foi conceber uma metodologia adequada e robusta, ajustada às diferentes características dos vários SKUs.
Esta metodologia traduziu o modelo de custos num serviço de otimização online, permitindo um processo mais fiável e simples para definir o Case Pack ideal.
Atualmente, as principais recomendações servem de apoio na negociação com os fornecedores, orientando o Case Pack para valores ótimos. A robustez e modularidade da metodologia permitiram a implementação de um serviço para revisão periódica das quantidades de Case Pack.