Na era da digitalização, questiona-se se as ações promocionais baseadas em folhetos impressos mantêm o impacto que tinham no passado ou se existem clientes mais propensos a responder a este tipo de comunicação.
Assim, o nosso cliente, uma empresa de retalho, procurava ajuda para redefinir a sua estratégia de distribuição de folhetos promocionais.
Os principais objetivos eram aumentar o tráfego nas lojas e as taxas de conversão, mantendo o orçamento atual, que limita tanto o número de folhetos como as zonas de distribuição.
O primeiro passo foi compreender, ao nível do cliente, quais os segmentos que reagiam melhor à distribuição dos folhetos impressos, através de testes piloto. Para avaliar o impacto da estratégia de distribuição, foi criado um grupo de controlo, que não recebeu folhetos, em cada ciclo de distribuição.
De seguida, o nosso modelo preditivo compara pessoas com características semelhantes dos grupos de teste e de controlo para quantificar quais os clientes mais sensíveis a este tipo de contacto.
As estimativas de impacto foram incorporadas num modelo de otimização para determinar as zonas ideais e o número de folhetos a distribuir.
Ao evoluir a tomada de decisão de uma abordagem puramente empírica e estática para um processo orientado por dados, o nosso cliente passou a quantificar e a compreender os efeitos das ações promocionais direcionadas em diferentes públicos.
O projeto trouxe benefícios ao maximizar o envolvimento positivo dos clientes com os folhetos, resultando num aumento das vendas e na otimização dos custos de publicidade, ao mesmo tempo que minimizou o uso desnecessário de recursos.
Mantendo o mesmo orçamento, conseguimos obter um retorno adicional de 14 cêntimos por cada euro investido.
O modelo implementado foi internalizado pelo cliente, conferindo autonomia à equipa e permitindo a criação de valor a longo prazo.